domingo, 28 de agosto de 2011

Tratamento de Apnéia do Sono com a Dra. Cynthia Coelho


A apneia do sono é um problema multifatorial, podendo ocorrer por causas diferentes. Geralmente o indivíduo que sofre de apneia do sono não sabe que está tendo o problema, normalmente sendo necessária a participação de outra pessoa, quase sempre o cônjuge ou companheira, que observe os sinais e sintomas (o ronco é o principal) durante a noite.
O ronco e a Síndrome da apneia do sono (SAHOS) estão associados à diminuição do espaço aéreo superior, devido à redução do tônus muscular durante o sono, e consequentemente observam-se períodos de parada respiratória durante o sono, na presença de esforço inspiratório.
Diversas modalidades de tratamento vêm sendo tentadas para reduzir ou eliminar os efeitos da SAHOS, dos tratamentos mais utilizados atualmente estão as cirurgias, o CPAP e o ap. intra oral para avanço mandíbula
Este último, no qual me tornei especialista na área, tenho obtido excelentes resultados. Além de serem confortáveis, os pacientes tem boa tolerância ao uso e não abandonam o tratamento. Além do mais não são invasivos, produzem o efeito desejado, que é prevenir o colapso das vias aéreas e mantém os tecidos da região da faringe com adequada ventilação.
Os ap. orais estão se somando a mais um procedimento para quem tem o ronco e/ ou apnéia do sono, dando qualidade de vida não só aos pacientes, mas aqueles que convivem com eles diariamente.
Estou a disposição dos senhores para qualquer esclarecimento.

Atenciosamente,
Dra. Cynthia Coelho


Av: Anisio Azevedo, 675 Sala 704 – 1º Andar –Centro Médico Luiz Cunha Bairro: 13 de Julho – CEP: 49020-240 – Aracaju-SE Tel:(79) 3044-6377

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

RONCO E APNÉIA DO SONO

APARELHO ORAL É UMA NOVA OPÇÃO DE TRATAMENTO

O Ronco e a Síndrome da Apnéia do sono tem sido muito discutido no Brasil e no mundo na atualidade. Este problema, além dos transtornos sociais e psicológicos, trás conseqüências físicas para o paciente (hipertensão, arritmias cardíacas e AVC).
A Apnéia do sono é a obstrução das vias aéreas por alguns momentos durante a noite, pela flacidez dos tecidos da garganta, impedindo a respiração por alguns segundos, varias vezes por noite, e o ronco é a vibração dos tecidos da garganta quando o ar passa.
Esses problemas são freqüentes no homem a partir dos 30 anos e nas mulheres a partir da menopausa. Recentemente o tratamento através de aparelhos orais, tem ganhado importância no tratamento desses problemas, pela facilidade de adaptação e eficácia dos aparelhos, que vem ganhando espaço como uma das principais formas de tratamento para estes problemas.
Estes aparelhos são construídos de modo a posicionar a mandíbula mais para frente, possibilitando que a passagem do ar na garganta fique desobstruída. Existem algumas limitações que precisam ser avaliadas, muitas vezes com o auxílio do médico de sono e da polissonografia, que é um exame onde a pessoa dorme na clínica uma noite, sendo monitorada em todos os aspectos do seu sono.
Os principais sintomas da apnéia do sono são o ronco e a sonolência diurna excessiva. O ronco é um também um fator de desagregação familiar, muitas vezes levando a pessoa que ronca a dormir em quarto separado, bem como torna a pessoa que ronca motivo de piadas entre companheiros de trabalho, de pescarias ou acampamentos, ou quando tem que dividir quarto de hotel, etc...
Qualquer pessoa pode usar este aparelho?
Não, existem algumas limitações para o uso do aparelho que podem ser:

a) Impossibilidade de reter o aparelho na boca. Pacientes que têm poucos dentes ou usam próteses extensas, principalmente dentaduras ou próteses removíveis, podem ter dificuldade em reter o aparelho na boca, devendo o caso ser bem avaliado antes de se indicar o aparelho. Pessoas com problemas periodontais severos, em que os dentes apresentam mobilidade acentuada, e pessoas portadoras de prótese total INFERIOR não têm condições de usar o aparelho, pois nesses casos é impossível reter o aparelho na boca
b) Casos em que a perspectiva de bons resultados é pequena. Pacientes muito obesos ou com índice de apnéia muito acentuado (acima de 40 apnéias por hora) precisam ser bem avaliados pois a perspectiva de resultados é mais pobre, devendo-se optar por outro tipo de tratamento, ficando o aparelho como uma segunda opção ou para ser usado em conjunto com outros tratamentos
c) Nos casos em que o paciente tem problemas na Articulação (ATM) da mandíbula (dor, estalos ou desvios), pois o aparelho pode agravar estes problemas



Como devo proceder para fazer o aparelho?
Em primeiro lugar é preciso fazer uma avaliação, onde o dentista verifica as condições para a colocação do aparelho, se é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exame com o médico de sono ou otorrinolaringologista, também é avaliada a condição dentária verificando possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho
Como o aparelho funciona?
O aparelho funciona avançando a mandíbula e mantendo-a firmemente nessa posição. O avanço da mandíbula faz com que os tecidos da garganta de “estiquem” aumentando a abertura para a passagem do ar, também o avanço mandibular estimula um reflexo que faz a musculatura da faringe e arredores ficar mais tensa, mais firme, evitando o ronco. Mantendo a mandíbula presa ao aparelho, ele não permite que ela “caia” durante o sono, abrindo a boca, pois esse movimento de abertura geralmente é seguido de um reflexo que faz a língua ir para traz obstruindo a passagem do ar
O uso do aparelho “cura” o ronco e a apnéia?
Não, o aparelho não produz nenhuma mudança física no paciente, resolvendo o problema apenas enquanto estiver sendo usado, é mais ou menos como os óculos, que corrigem a visão mas não modificam o olho
Porque é precisamos nos preocupar com a apnéia?
Apesar do ronco ser o problema mais incômodo, a apnéia do sono é o problema mais importante e precisamos nos preocupar com ela, pois ela afeta vários órgãos do nosso corpo, principalmente o coração, onde aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias, hipertensão, infarto e derrame cerebral
Posso morrer sufocado numa crise de apnéia?
Não, pois o cérebro controla o nível de oxigênio e gás carbônico no sangue e quando eles se alteram a pessoa acorda e volta a respirar. A apnéia não mata, mas aumenta muito a chance de desenvolver doenças que matam como o infarto do coração e os derrames cerebrais
Porque é preciso fazer a polissonografia e o que é esse exame?
A polissonografia é o exame que é feito na clínica de sono, onde o paciente dorme uma noite e é monitorado em vários aspectos do seu sono, contrações musculares, problemas respiratórios e cardíacos entre outros, é necessário para se detectar a apnéia do sono. É através da polissonografia que se pode medir se o paciente tem uma apnéia leve, moderada ou grave, também podemos verificar se existem outros distúrbios do sono que tem sintomas parecidos com a apnéia, mas tratamentos diferentes, também para que se possa avaliar os resultados do tratamento faz-se uma antes e uma depois para comparar os resultados.

Fonte:http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?3030

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Apneia do sono - Por Drauzio Varella

Somos obrigados a hibernar algumas horas por dia e não podemos deixar de respirar por mais de alguns minutos desde o instante em que viemos ao mundo. Sem um sono revigorante, a vida se torna um fardo insuportável.

Nos últimos 25 anos ficou claro que a apneia do sono, uma condição que desorganiza os movimentos respiratórios, é um dos principais distúrbios do sono. Essa síndrome é caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono, causando apneia ou hipopneia (entende-se por apneia a interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de pelo menos dez segundos e, por hipopneia, uma redução de 30% a 50% desse fluxo).

O número de episódios de apneia-hipopneia por hora de sono é chamado de índice de distúrbio respiratório. Pessoas com índices maiores do que 5 já são consideradas portadoras de apneia do sono, embora pacientes com índices de até 20 sejam raramente sintomáticos.

Mais de 10% da população acima de 65 anos apresentam apneia obstrutiva do sono. Num estudo publicado em 1993, entre americanos de 30 a 60 anos, 9% das mulheres e 24% dos homens apresentavam índices de distúrbio iguais ou maiores do que 5. Cerca de 2% das mulheres e 4% dos homens queixavam-se também de sonolência durante o dia.

Até as crianças podem apresentar apneia do sono em 1% a 3% dos casos.

Os sintomas mais comuns são ronco, episódios visíveis de interrupção da respiração e sono excessivo durante o dia. O ronco pode ser excessivamente alto e interferir com o sono dos outros. Portadores de sintomas mais graves costumam acordar com sensação de sufocamento, refluxo esofágico, boca seca, espasmo da laringe e vontade de urinar.

A fragmentação da arquitetura do sono provoca cansaço, dificuldade de permanecer acordado durante atividades sedentárias, como conversas telefônicas ou dirigir automóvel, irritabilidade, depressão, redução da libido, impotência sexual e cefaleia pela manhã (uma das manifestações mais frequentes da síndrome).

Qualquer fenômeno que provoque estreitamento ou oclusão da passagem de ar pelas vias aéreas superiores pode causar apneia-hipopneia do sono: obesidade, crescimento das amígdalas, malformações da mandíbula ou da faringe, hipertrofia da língua (como ocorre na síndrome de Down), tumores, hipotonia dos músculos da faringe ou falta de coordenação dos músculos respiratórios.

O diagnóstico de certeza só pode ser estabelecido através da polissonografia, um exame que permite testar durante o sono os potenciais elétricos da atividade cerebral, dos batimentos cardíacos, os movimentos dos olhos, a atividade muscular, o esforço respiratório, a saturação de oxigênio no sangue, o movimento das pernas e outros parâmetros.

As consequências da apneia do sono vão além das noites mal dormidas e inconveniências com os parceiros de quarto. A mortalidade entre os portadores da síndrome é significativamente mais alta entre os que não recebem tratamento adequado ou entre
aqueles que apenas roncam sem experimentar momentos de apneia.

Diversos estudos mostraram que a síndrome está associada a aumento na incidência de infartos do miocárdio, derrames cerebrais e arritmias cardíacas.

Hipertensão arterial é encontrada em 70% a 90% dos que sofrem de apneia do sono. Ao contrário, 30% a 35% dos pacientes que apresentam hipertensão essencial são também portadores de apneia do sono.

O objetivo do tratamento é manter as vias aéreas permeáveis ao fluxo de ar durante a noite. O tratamento de escolha é o uso de máscara (CPAP) conectada a um compressor de ar que provoca pressão positiva para forçar sua passagem através das vias aéreas
superiores, durante a noite. Os níveis de pressão da máscara devem ser ajustados individualmente depois de um estudo polissonográfico cuidadoso; pressões inadequadas podem aliviar os sintomas sem diminuir os riscos cardíacos.

Tratamento cirúrgico está sempre indicado para a remoção de obstáculos e correção de distúrbios anatômicos que dificultem a passagem de ar. Perda de peso, no caso de pacientes obesos, e evitar dormir na posição supina (de barriga para cima) são outras medidas úteis.

Um grupo de pesquisadores franceses publicou um estudo demonstrando que pacientes portadores da síndrome que usam marca-passo cardíaco, se tiverem seus marcapassos ajustados para obrigar o coração a bater 15 batidas a mais do que o ritmo medido à noite sem o uso de marca-passo, apresentarão redução significativa dos episódios noturnos de apneia.


Fonte: http://drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/obesidade/apneia-do-sono/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Apnéia do Sono

O termo apnéia refere-se à interrupção da respiração pela boca e/ou pelo nariz, por um período maior do que 10 segundos. Normalmente, durante o sono, ocorrem alguns episódios de apnéia, mas quando esses episódios são muito freqüentes e prolongados, a ponto de interferirem na qualidade do sono da pessoa, configura-se o quadro denominado Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS).

Existem basicamente três tipos de apnéia:

Apnéia central: não ocorre entrada e nem saída de ar dos pulmões porque a pessoa não faz nenhum esforço para respirar.
Apnéia obstrutiva: a pessoa tenta respirar, mas não consegue porque alguma região da garganta está obstruída.
Apnéia mista: inicialmente a pessoa não faz esforço para respirar; depois, quando começa a tentar respirar, não consegue porque existe uma obstrução.
A SAOS é uma doença relativamente comum, atingindo cerca de 2% das mulheres e 4% dos homens, na idade adulta. Muitas dessas pessoas são roncadoras, mas frequentemente não suspeitam da doença porque os sintomas são muito inespecíficos e poderiam ser explicados por outros problemas. A doença é crônica e progressiva e causa repercussões neurológicas e comportamentais. A associação com a obesidade é marcante.

Por que ocorre?

A SAOS é causada pelo fechamento anormal da via aérea, durante o sono. Os músculos que fazem parte da garganta auxiliam na fala e na alimentação, porém exercem também um papel fundamental na respiração, pois mantêm as vias aéreas superiores abertas e permitem a passagem do ar.

Se durante o sono esses músculos relaxam-se de maneira inadequada, ou se a garganta é muito estreita, o fluxo de ar é parcialmente obstruído. Esse fenômeno resulta no famoso ronco, e também em uma redução do fluxo de ar para os pulmões. Quando esse fechamento da via aérea é completo, ocorre a parada de todo o fluxo de ar, originando a apnéia obstrutiva.

Essas paradas na respiração fazem com que ocorram alterações na quantidade de oxigênio no sangue e com que a pessoa faça um esforço maior para respirar. O cérebro detecta esses problemas, e faz com que a pessoa acorde, o que leva à contração dos músculos da garganta, levando à sua abertura e permitindo o fluxo do ar. A pessoa volta a dormir rapidamente, e nem percebe que acordou. Ao dormir novamente, ocorre o mesmo processo de novo, e esse ciclo pode repetir-se por dezenas de vezes durante a noite. Todos esses fatores fazem com que a pessoa tenha um sono de má qualidade.

Nos indivíduos obesos, o peso da gordura do pescoço associa-se ao relaxamento da musculatura, favorecendo a ocorrência dos episódios de apnéia obstrutiva. Além disso, algumas drogas podem tornar esses episódios mais freqüentes e de maior duração: álcool; calmantes; anestésicos; narcóticos (morfina, codeína).

Quais são os sintomas?

Os principais sintomas da SAOS são os roncos e a sonolência diurna, porém muitos pacientes não percebem esses sintomas. A sonolência diurna é explicada porque os vários episódios de apnéia que levam o paciente a acordar fragmentam o sono e impede que o mesmo progrida para as fases mais profundas, aquelas nas quais o descanso é maior. Com isso, o sono do paciente não é reparador, fazendo com que ele sinta muito sono durante o dia.

Outros sintomas da síndrome são:

Acordar com sensação de sufocamento, ofegante;
Acordar com dor no peito ou desconforto;
Acordar pela manhã com a boca seca ou dor de garganta;
Acordar confuso;
Dor de cabeça ao acordar;
Alterações da personalidade;
Dificuldade de concentração;
Problemas de memória;
Impotência sexual;
Acordar frequentemente durante a noite para urinar;
Suar muito durante a noite;
Irritabilidade.
Como é feito o diagnóstico?

O médico suspeita da doença frente ao relato dos sintomas acima descritos. É importante que o companheiro compareça à consulta, pois ele pode fornecer informações importantes sobre o sono do paciente. De posse de todas essas informações, o médico então solicita um exame chamado “Polissonografia”, que consiste na observação do sono do paciente.

A polissonografia avalia os seguintes dados:

A quantidade de oxigênio no sangue, durante a noite;
A freqüência cardíaca e o eletrocardiograma;
O esforço que a pessoa faz para respirar e o fluxo de ar que entra para os pulmões;
A duração das várias fases do sono;
A posição na qual o paciente dorme;
O movimento das pernas durante o sono.
Esse exame permite o diagnóstico da SAOS.

Como é feito o tratamento?

O tratamento é definido especificamente em cada caso, pois vai depender dos sintomas e de sua gravidade, e também dos resultados da polissonografia. Existem alternativas não-cirúrgicas e cirúrgicas.

Entre os tratamentos não-cirúrgicos, podemos destacar:

1) Terapia Comportamental

Consiste em mudanças dos hábitos de vida, o que pode reduzir significativamente a gravidade da doença. É importante que o médico que acompanha o paciente, saiba que ele é portador da síndrome, de maneira a evitar a prescrição de medicamentos, indutores da ocorrência dos episódios de apnéia. Outro aspecto importante é que essas mudanças dos hábitos de vida não levam à cura da doença, e frequentemente outros tratamentos são necessários.

As medidas recomendadas incluem:

Perda de peso;
Evitar o consumo de álcool pelo menos quatro horas antes de ir dormir;
Evitar medicamentos que favorecem a ocorrência da apnéia;
Dormir de lado, evitando dormir de barriga para cima;
Evitar o consumo de refeições pesadas antes de dormir;
Evitar fumar pelo menos quatro horas antes de ir dormir;
Evitar ficar sem dormir;
Procurar manter horários regulares de dormir e acordar;
Elevar a cabeceira da cama aproximadamente 15-20 cm .
2) Dispositivos de Ventilação

Esses dispositivos são representados pela chamada “Ventilação com pressão positiva contínua” (CPAP). Esses aparelhos mantêm uma pressão constante na via aérea, fazendo com que a garganta fique sempre aberta, durante o sono. São utilizados na forma de máscaras que se adaptam ao nariz e à boca. O aparelho deve ser usado sempre que o paciente for dormir, e é bem tolerado pelos pacientes, desde que a máscara adapte-se bem. A melhora do quadro é significativa e rápida.

3) Prótese Dentária

Funciona elevando a mandíbula e retendo a língua, durante o sono, evitando que a mesma “caia” e obstrua a garganta.

Quanto ao tratamento cirúrgico, a traqueostomia já foi indicada como de primeira escolha. Ela consiste na realização de uma abertura na traquéia, na região anterior do pescoço, comunicando a via aérea diretamente com o ar atmosférico. Porém, é um procedimento cirúrgico e apresenta riscos e complicações, de forma que atualmente é indicada apenas em casos mais graves e em pacientes selecionados. Outras técnicas de cirurgia podem ser utilizadas, dependendo do caso, devendo as opções ser discutidas com seu médico.

Fonte: http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4893&ReturnCatID=487

Esclarecimentos a respeito do ronco e apnéia do sono :

A apnéia do sono é um problema multifatorial, podendo ocorrer por causas diferentes. Geralmente o indivíduo que sofre de apnéia do sono não sabe que está tendo o problema, normalmente sendo necessária a participação de outra pessoa, quase sempre o cônjuge ou companheira, que observe os sinais e sintomas ( em que o ronco é o principal) durante à noite.
O ronco e a Síndrome da apnéia do sono (SAHOS) estão associados à diminuição do espaço aéreo superior, devido à redução do tônus muscular durante o sono, e consequentemente observa-se períodos de parada respiratória durante o sono, na presença de esforço inspiratório.
Diversas modalidades de tratamento vêm sendo tentadas para reduzir ou eliminar os efeitos da SAHOS dos tratamentos mais utilizados atualmente estão as cirurgias, o CPAP e o aparelho intra oral para avanço mandibular.
Este último, no qual me tornei especialista na área, tenho obtido excelentes resultados. Além de ser confortável, os pacientes tem boa tolerância ao uso e não abandonam o tratamento. Além do mais não são invasivos, produzem o efeito desejado, que é prevenir o colapso das vias aéreas e mantém os tecidos da região da faringe com adequada ventilação.
Os aparelhos orais estão se somando a mais um procedimento para quem tem o ronco e/ ou apnéia do sono, dando qualidade de via não só aos pacientes, mas aqueles que convivem com ele diariamente.
Gostaria de poder fazer uma divulgação sobre esse trabalho através da Unimed, empresa conceituada e preocupada em qualidade de vida aos seus cooperativistas.


Att,
Dra. Cynthia Coelho

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O Dia Mundial do Sono é (21/3)

É importante colocar à tona algumas estatísticas: estudos revelam que cerca de 2% das mulheres e 4% dos homens sofrem de apneia obstrutiva do sono (Saos). Trata-se de um transtorno respiratório caracterizado pela obstrução parcial ou total das vias aéreas, que causa paradas repetidas e temporárias da respiração enquanto se dorme.

Para se caracterizar apneia, é preciso que exista a interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de, pelo menos, 10 segundos. Conforta saber que o distúrbio pode ser tratado com opções que não se limitam ao aparelho CPAP (sigla em inglês para pressão positiva contínua das vias aéreas), que geralmente é bem efetivo nos casos de Saos moderadas e graves.

A Odontologa Cynthia Cloelho, em Aracaju, já conta com tratamento específico para o problema.Intervenções através de aparelhos orais têm ganhado importância no combate ao ronco (um dos sinais apresentados pela Saos) pela facilidade de adaptação e eficácia destes.

“Os aparelhos são confecccionados para posicionar a mandíbula mais para frente, permitindo que a passagem do ar na garganta fique desobstruída”. “Existem algumas limitações que precisam ser avaliadas. Essa análise deve ser feita com a ajuda do médico do sono e da polissonografia, um exame que requer que o paciente durma numa clínica. Dessa maneira, são monitorados todos os aspectos do sono”.

Além da polissonografia, a medicina também oferece avaliações cardiorrespiratórias, que podem ser realizadas na casa do paciente, enquanto ele dorme. Simplificando, trata-se de uma polissonografia portátil e reduzida, que não precisa necessariamente ser realizada em ambiente hospitalar ou nas clínicas de sono.

E voltando à Saos, é sempre bom destacar que seus sintomas são o ronco e a sonolência diurna excessiva. Ao perceber esses sinais, a pessoa deve procurar um especialista. E o tratamento integrado entre o dentista e o expert em apneia do sono é perfeito. Analisando com precisão o problema, é possível construir aparelhos personalizados para cada paciente.

“O desenvolvimento de um eficaz aparelho oral para uso diário, adaptado ao paciente, pode oferecer uma melhor condição de vida aos que têm o problema".

O ronco deve ser visto como uma doença que pode levar o paciente a ter sérios problemas como diabete, aumento das taxas de colesterol e agravamento de outras doenças.


Fonte: http://casasaudavel.com.br/2011/03/21/odontologia-da-uma-maozinha-no-tratamento-da-apneia-do-sono/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Apneia do sono pode ter relação com obesidade

Muitas pessoas sofrem de apneia do sono (problema respiratório que atrapalha o sono). Uma pesquisa realizada na Suécia indica que uma das soluções para resolver esse problema seria a perda de peso.

Normalmente, quem sofre de apneia do sono utiliza aparelhos que devem ser utilizados durante toda a noite, com placas na boca para alterar a posição da mandíbula. Logicamente, são artifícios incômodos e difíceis de aguentar por muito tempo.

Segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Karolinska, o grupo de pacientes estudados que realizou dieta durante três meses teve uma melhora significativa dos sintomas da apneia, sendo que quase 20% se curou.

Apesar das indicações, o estudo foi realizado com um grupo pequeno e que serve mais como modelo para novos estudos, não podendo seus resultados serem considerados como conclusivos.


Fonte:
http://papodegordo.mtv.uol.com.br/2009/12/10/apneia-do-sono-pode-ter-relacao-com-obesidade/

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Dentistas podem ajudar a amenizar a apneia do sono

A chamada "síndrome da apneia obstrutiva do sono" pode se tornar um problema crônico, podendo causar até a morte. A apneia é caracterizada pela parada da respiração durante o sono, um distúrbio que está associado ao ronco. O ronco é causado por um estreitamento das vias aéreas o que dificulta a passagem do ar, levando ao barulho e também à apneia.

"Os mais afetados por este tipo de distúrbio são as pessoas acima do peso ou acima dos 30 anos de idade. Esta síndrome afeta muitas pessoas, causando sonolência diurna, falta de disposição para o trabalho, cansaço corporal, irritação, entre muitas outras conseqüências", afirma Dr. Eduardo Rollo Duarte, dentista especialista em Odontologia do Sono. "Quem tem os sintomas acredita que é por causa do estresse diário, quando na verdade são resultados de noites mal dormidas – justamente por causa do ronco e apneia", finaliza o especialista. Como a pessoa acorda sonolenta, ela pode ter ganho de peso , pois está cansada para praticar exercícios físicos regulares. É inegável que a longo prazo esses sinais acabam por interferir na vida das pessoas causando depressão, falhas de memória e diminuição do rendimento intelectual, o que afetará não só as relações pessoais, mas também as profissionais.

Durante as "crises" de apneia o ciclo de sono é interrompido, por isso o corpo não obtém o descanso necessário, a curto e longo prazo este distúrbio causa diversos tipos de problemas em todo o corpo, entre eles estão os cardíacos, cerebral, neurológico, hipertensão, diabetes e até disfunção sexual.

Recomenda-se

- A TV deve ficar na sala, evitar colocá-la no quarto para pegar no sono de forma totalmente relaxada.
- A temperatura do quarto deve ser agradável.
- O quarto deve ficar escuro para que o sono possa ser mais tranquilo.

Tratamento

Pode ser feito através de tratamento médico com máscara nasal, ou com placa dental executada pelo dentista do sono. Como o ronco e apneia do sono são distúrbios crônicos, a princípio o uso desses aparelhos é para sempre.


Fonte:
http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_38/2010/09/07/ficha_mundoela_saude/id_sessao=38&id_noticia=28299/ficha_mundoela_saude.shtml

Consequência da Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono

Muitos paleontologistas consideram que entre 200 e 300 mil anos atrás teve início a mais importante mudança anatômica dos ancestrais humanos: transformação da via aérea superior. Estas alterações incluíram o encurtamento da face, a anteriorização do forame magno, a redução do ângulo entre as partes horizontal e vertical da via aérea superior, e principalmente, a descida da laringe. Esta nova configuração, com um trato aéreo supralaríngeo mais longo e estreito, facilitou o desenvolvimento da fala e da linguagem, sendo determinante para o sucesso do surto de criatividade humana que ocorreu há 40 mil anos e nos transformou na espécie dominante do planeta.

Entretanto, a história nos ensina que a natureza sempre cobra um preço pela evolução. A nova anatomia da via aérea atribuiu maior relevância respiratória à nossa faringe, transformada em um segmento vulnerável, sem arcabouço e propensa ao colapso durante a inspiração, particularmente durante o sono. Isto tornou possível o surgimento da síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS), exclusividade humana entre os mamíferos à exceção dos cães da raça Buldogue Inglês (braquicefálicos).

A atenção médica para o diagnóstico da SAOS e suas conseqüências tem sido crescentes. Alterações polissonográficas compatíveis com a SAOS estão presentes em 1 a 2% das crianças e, dentre os adultos, em 24% dos homens e 9% das mulheres. Na faixa etária dos 50 aos 60 anos, tais alterações ocorrem em 31% dos homens e 16% das mulheres.

As conseqüências da SAOS em crianças são bem familiares aos otorrinolaringologistas. Aquelas roncadoras com apnéias, hipoxemia noturna e fragmentação do sono podem apresentar baixo rendimento escolar, déficit de atenção e hiperatividade. Além disto, estas crianças têm baixo ganho pôndero-estatural e alterações no desenvolvimento do esqueleto facial. Menos lembradas são as alterações cardiovasculares, como hipertensão pulmonar e, em casos mais graves, o cor pulmonale. Diferentemente dos adultos, a associação entre hipertensão arterial sistêmica e SAOS infantil ainda é controversa.

Já nos adultos com SAOS, as alterações respiratórias e neurológicas que ocorrem durante o sono podem trazer conseqüências que a ciência tem revelado cada vez mais numerosas. Elas incluem redução da memória, com prejuízo na assimilação de novas informações; diminuição da atenção, com maior risco de envolver-se em acidentes; maior irritabilidade e labilidade emocional. A SAOS também pode provocar alterações inflamatórias, endoteliais, ateroscleróticas, autonômicas e metabólicas, aumentando o risco para hipertensão arterial sistêmica, arritmias cardíacas, doenças nas coronárias e insuficiência cardíaca congestiva. Ainda não está claro se há relação entre SAOS e acidentes vasculares cerebrais.

Além disso, o estresse oxidativo resultante dos eventos de hipoxemia/reoxigenação tem sido associado ao aumento da resistência periférica à ação da insulina, elevação da velocidade de hemossedimentação (VHS), da proteína C reativa, da interleucina-6 e do fator de necrose tumoral tipo alfa (marcadores inflamatórios). A redução da quantidade de sono profundo (delta) está relacionada à diminuição da secreção do hormônio de crescimento (GH). Cerca de 25% dos pacientes do sexo masculino com SAOS apresentam redução da libido ou impotência sexual.

O efetivo tratamento da SAOS pode reverter ou atenuar algumas destas conseqüências enquanto outras não são revertidas, enfatizando a necessidade do tratamento precoce da síndrome.

A investigação da SAOS faz parte do questionário básico de admissão conduzido pela enfermagem nos hospitais dos EUA. Um diagnóstico confirmado ou somente a suspeita de SAOS podem implicar na transferência de um paciente cirúrgico para uma instalação com maior suporte.

A SAOS também traz conseqüências na condução anestésica dos casos cirúrgicos. Por princípio, não se deve administrar sedação pré-anestésica e recomenda-se evitar benzodiazepínicos, minimizar a utilização de opióides e monitorar intensivamente estes casos por no mínimo duas horas após cessar a administração de anestésicos, certificando-se do estado de alerta e do conforto respiratório do paciente.

Com o aumento da expectativa de vida da nossa população, é provável que os impactos mórbidos cumulativos da SAOS sejam cada vez mais aparentes. Todos os agentes de saúde serão cobrados nas esferas da prevenção e controle da síndrome. A especialidade que melhor conhece a via aérea superior não pode fugir dessa responsabilidade.



Fonte: http://www.odontologiadosono.com.br/novo/artigos_exibir.php?id=9&idioma=pt_br

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Apnéia do sono - Drauzio Varella

Somos obrigados a hibernar algumas horas por dia e não podemos deixar de respirar por mais de alguns minutos desde o instante em que viemos ao mundo. Sem um sono revigorante, a vida se torna um fardo insuportável.

Nos últimos 25 anos ficou claro que a apnéia do sono, uma condição que desorganiza os movimentos respiratórios, é um dos principais distúrbios do sono. Essa síndrome é caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono, causando apnéia ou hipopnéia (entende-se por apnéia a interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de pelo menos 10 segundos e, por hipopnéia, uma redução de 30% a 50% desse fluxo).

O número de episódios de apnéia-hipopnéia por hora de sono é chamado de índice de distúrbio respiratório. Pessoas com índices maiores do que 5 já são consideradas portadoras de apnéia do sono, embora pacientes com índices de até 20 sejam raramente sintomáticos.

Mais de 10% da população acima de 65 anos apresentam apnéia obstrutiva do sono. Num estudo publicado em 1993, entre americanos de 30 a 60 anos, 9% das mulheres e 24% dos homens apresentavam índices de distúrbio iguais ou maiores do que 5. Cerca de 2% das mulheres e 4% dos homens queixavam-se também de sonolência durante o dia.

Até as crianças podem apresentar apnéia do sono em 1% a 3% dos casos.

Os sintomas mais comuns são ronco, episódios visíveis de interrupção da respiração e sono excessivo durante o dia. O ronco pode ser excessivamente alto e interferir com o sono dos outros. Portadores de sintomas mais graves costumam acordar com sensação de sufocamento, refluxo esofágico, boca seca, espasmo da laringe e vontade de urinar.

A fragmentação da arquitetura do sono provoca cansaço, dificuldade de permanecer acordado durante atividades sedentárias, como conversas telefônicas ou dirigir automóvel, irritabilidade, depressão, redução da libido, impotência sexual e cefaléia pela manhã (uma das manifestações mais freqüentes da síndrome).

Qualquer fenômeno que provoque estreitamento ou oclusão da passagem de ar pelas vias aéreas superiores pode causar apnéia-hipopnéia do sono: obesidade, crescimento das amígdalas, malformações da mandíbula ou da faringe, hipertrofia da língua (como ocorre na síndrome de Down), tumores, hipotonia dos músculos da faringe ou falta de coordenação dos músculos respiratórios.


O diagnóstico de certeza só pode ser estabelecido através da polissonografia, um exame que permite testar durante o sono os potenciais elétricos da atividade cerebral, dos batimentos cardíacos, os movimentos dos olhos, a atividade muscular, o esforço respiratório, a saturação de oxigênio no sangue, o movimento das pernas e outros parâmetros.

As conseqüências da apnéia do sono vão além das noites mal dormidas e inconveniências com os parceiros de quarto. A mortalidade entre os portadores da síndrome é significativamente mais alta entre os que não recebem tratamento adequado ou entre aqueles que apenas roncam sem experimentar momentos de apnéia. Diversos estudos mostraram que a síndrome está associada a aumento na incidência de infartos do miocárdio, derrames cerebrais e arritmias cardíacas.

Hipertensão arterial é encontrada em 70% a 90% dos que sofrem de apnéia do sono. Ao contrário, 30% a 35% dos pacientes que apresentam hipertensão essencial são também portadores de apnéia do sono.

O objetivo do tratamento é manter as vias aéreas permeáveis ao fluxo de ar durante a noite. O tratamento de escolha é o uso de máscara (CPAP) conectada a um compressor de ar que provoca pressão positiva para forçar sua passagem através das vias aéreas superiores, durante a noite. Os níveis de pressão da máscara devem ser ajustados individualmente depois de um estudo polissonográfico cuidadoso; pressões inadequadas podem aliviar os sintomas sem diminuir os riscos cardíacos.

Tratamento cirúrgico está sempre indicado para a remoção de obstáculos e correção de distúrbios anatômicos que dificultem a passagem de ar. Perda de peso, no caso de pacientes obesos, e evitar dormir na posição supina (de barriga para cima) são outras medidas úteis.

Um grupo de pesquisadores franceses publicou um estudo demonstrando que pacientes portadores da síndrome que usam marca-passo cardíaco, se tiverem seus marca-passos ajustados para obrigar o coração a bater 15 batidas a mais do que o ritmo medido à noite sem o uso de marca-passo, apresentarão redução significativa dos episódios noturnos de apnéia.

Fonte: http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/363/apneia-do-sono

O que é apnéia do sono

A apnéia do sono é uma desordem comum que pode ser muito séria. Durante apnéia do sono a respiração pára ou fica muito fraca quando a pessoa dorme. Cada pausa na respiração dura geralmente entre 10 a 20 segundos, ou mais. Essas pausas podem ocorrer de 20 a 30 vezes ou mais a cada hora.

O tipo mais comum de apnéia do sono é a obstrutiva. Durante o sono, ar suficiente não consegue ir para os pulmões através da boca e nariz, mesmo que a pessoa tente respirar. Quando isso acontece, a quantidade de oxigênio no sangue pode cair. A respiração normal então começa novamente com o ronco alto.

Quando o sono durante a noite é perturbado, a pessoa pode ficar bastante sonolenta durante o dia. Com apnéia do sono, a pessoa não tem um sono tranqüilo porque:
* Os rápidos episódios de apnéia ocorrem muitas vezes.
* A pessoa pode ter rápidas quedas de níveis de oxigênio no corpo.
* A pessoa vai do sono profundo para o superficial várias vezes durante a noite, resultando em queda na qualidade do sono.

Pessoas com apnéia do sono freqüentemente têm ronco alto. Porém, nem todas as pessoas que roncam têm apnéia.

Apnéia do sono sem tratamento pode elevar as chances de ter pressão alta, diabetes, acidentes no trânsito e trabalho e até ataque cardíaco e derrame.

Fonte: http://www.copacabanarunners.net/apneia-sono.html

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tratamentos efícazes para apnéia do sono

Os tratamentos mais eficazes para o tratamento da apnéia do sono são:

Os aparelhos de pressão positiva (CPAP, imagem abaixo) que são compostos de um compressor de ar, de um tubo e uma máscara que, injetando ar nas vias aéreas, mantém as paredes da faringe afastadas e impede o colapso da via aérea. Tem sua indicação principal nos casos de apnéias moderadas ou graves. São adaptados pelo médico especialista em sono.

As cirurgias, que podem ser a redução dos tecidos da garganta (UVULOPALATOFARINGOPLASTIA) através da remoção da úvula e parte do palato mole, e das cirurgias para avanço uni ou bi-maxilar (CIRURGIAS ORTOGNÁTICAS) que consistem no avanço da parte óssea bucal (maxila e mandíbula). São realizadas pelo Otorrino (Uvulopalatofaringoplastias) ou pelo Cirurgião Bucomaxilofacial (Ortognáticas).

Os aparelhos orais são placas presas aos dentes, que se articulam entre si avançando a mandíbula e com isso afastam os tecidos da garganta, evitando o ronco e a apnéia do sono. De fácil adaptação, são indicados nos casos de ronco primário (sem apnéia) e nas apnéias obstrutivas leves e moderadas. Tem sido a alternativa mais conservadora no tratamento do ronco e da apnéia do sono. São adaptados por dentistas com conhecimento e treinamento em medicina do sono.

Fonte: www.dentistadosono.com.br

Ronco e Apnéia do sono?

O Ronco é um problema social sério, atingindo cerca de 30% das pessoas, alterando a convivência com o cônjuge (é causa de muitas separações) ou com os amigos, geralmente tornando a pessoa que ronca alvo de brincadeiras. É causado pela vibração dos tecidos da garganta (parede posterior da Faringe, dorso da língua, palato mole e úvula), em função da turbulência do ar à medida que as vias aéreas se estreitam. A obesidade, a respiração bucal e o uso de cigarro e álcool agravam de modo significativo o ronco. Em muitos casos o ronco é sintoma de outros problemas, como a Síndrome da Apnéia obstrutiva do sono, doença grave, quando em níveis mais elevados, pois interfere de modo importante no agravamento de doenças que podem causar a morte do paciente, como a hipertensão, enfarte do miocárdio e AVC (derrame).



A Apnéia do sono é a obstrução das vias aéreas por alguns momentos durante a noite, pela aproximação dos tecidos da garganta, fechando a passagem do ar e impedindo a respiração por alguns segundos, varias vezes por noite, e o ronco é a vibração dos tecidos da garganta quando o ar passa. Esses problemas são freqüentes no homem a partir dos 30 anos e nas mulheres a partir da menopausa. Recentemente o tratamento através de aparelhos orais, tem ganhado importância no tratamento desses problemas, pela facilidade de adaptação e eficácia dos aparelhos, que vem ganhando espaço como uma das principais formas de tratamento para estes problemas. Os principais sintomas da apnéia do sono são o ronco e a sonolência diurna excessiva. O ronco é um também um fator de desagregação familiar, muitas vezes levando a pessoa que ronca a dormir em quarto separado, bem como torna a pessoa que ronca motivo de piadas entre companheiros de trabalho, de pescarias ou acampamentos, ou quando tem que dividir quarto de hotel, etc... Para que seja possível determinar a presença e a severidade da apnéia do sono, o paciente deve ser submetido a uma avaliação polissonográfica (Exame em que o paciente dorme uma noite em um laboratório de sono e é então avaliado em tudo o que acontece com ele durante a noite. Imagem abaixo).

Fonte: http://www.dentistadosono.com.br/

terça-feira, 12 de abril de 2011

Aparelhos orais

Os aparelhos orais (imagem abaixo) que são placas presas aos dentes, que se articulam entre si avançando a mandíbula e com isso afastam os tecidos da garganta, evitando o ronco e a apnéia do sono. De fácil adaptação, são indicados nos casos de ronco primário (sem apnéia) e nas apnéias obstrutivas leves e moderadas. Tem sido a alternativa mais conservadora no tratamento do ronco e da apnéia do sono. São adaptados por dentistas com conhecimento e treinamento em medicina do sono.




Saiba mais sobre os aparelhos do sono

Qualquer pessoa pode usar este aparelho?

Não, existem algumas limitações para o uso do aparelho que podem ser:

a:
Impossibilidade de reter o aparelho na boca. Pacientes que têm poucos dentes ou usam próteses extensas, principalmente dentaduras ou próteses removíveis, podem ter dificuldade em reter o aparelho na boca, devendo o caso ser bem avaliado antes de se indicar o aparelho. Pessoas com problemas periodontais severos, em que os dentes apresentam mobilidade acentuada, e pessoas portadoras de prótese total (dentadura) INFERIOR não têm condições de usar o aparelho, pois nesses casos é impossível reter o aparelho na boca.

b:
Casos em que a perspectiva de bons resultados é pequena. Pacientes muito obesos ou com índice de apnéia muito acentuado (acima de 30 apnéias por hora) precisam ser bem avaliados pois a perspectiva de resultados é mais pobre, devendo-se optar por outro tipo de tratamento, ficando o aparelho como uma segunda opção ou para ser usado em conjunto com outros tratamentos.

c:
Nos casos em que o paciente tem problemas na Articulação (ATM) da mandíbula (dor, estalos ou desvios). Nestes casos é preciso uma avaliação detalhada da articulação e um tratamento diferenciado, pois o aparelho pode agravar estes problemas.


Como devo proceder para fazer o aparelho?

Em primeiro lugar é preciso fazer uma avaliação, onde o dentista ou o médico de sono verificam as condições para a colocação do aparelho, se é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exames médicos complementares, também é avaliada a condição dentária verificando possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho.


Como o aparelho funciona?

O aparelho funciona avançando a mandíbula e mantendo-a firmemente nessa posição. O avanço da mandíbula faz com que os tecidos da garganta de “estiquem” aumentando a abertura para a passagem do ar, também o avanço mandibular estimula um reflexo que faz a musculatura da faringe e arredores ficar mais tensa, mais firme, evitando o ronco. Mantendo a mandíbula presa ao aparelho, ele não permite que ela “caia” durante o sono, abrindo a boca, pois esse movimento de abertura geralmente é seguido de um reflexo que faz a língua ir para traz obstruindo a passagem do ar.



O uso do aparelho “cura” o ronco e a apnéia?

Não, o aparelho não produz nenhuma mudança física no paciente, resolvendo o problema apenas enquanto estiver sendo usado, é mais ou menos como os óculos, que corrigem a visão mas não modificam o olho.


Porque precisamos nos preocupar com a apnéia?

Apesar do ronco ser o problema mais incômodo, a apnéia do sono é o problema mais importante e precisamos nos preocupar com ela, pois ela afeta vários órgãos do nosso corpo, principalmente o coração, onde aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias, hipertensão, infarto e derrame cerebral.


Posso morrer sufocado numa crise de apnéia?

Não, pois o cérebro controla o nível de oxigênio e gás carbônico no sangue e quando eles se alteram a pessoa acorda e volta a respirar. A apnéia obstrutiva não mata diretamente, mas aumenta muito a chance de desenvolver doenças que matam como o infarto do coração e os derrames cerebrais.


Porque é preciso fazer a polissonografia e o que é esse exame?

A polissonografia é o exame que é feito na clínica de sono, onde o paciente dorme uma noite e é monitorado em vários aspectos do seu sono, contrações musculares, problemas respiratórios e cardíacos entre outros, é necessário para se detectar a apnéia do sono. É através da polissonografia que se pode medir se o paciente tem uma apnéia leve, moderada ou grave, também podemos verificar se existem outros distúrbios do sono que tem sintomas parecidos com a apnéia, mas tratamentos diferentes, também para que se possa avaliar os resultados do tratamento faz-se uma antes e uma depois para comparar os resultados.

Fonte: http://www.dentistadosono.com.br/tratamentos.php

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