quinta-feira, 16 de setembro de 2010

DORMIR BEM É FUNDAMENTAL

O sono possui importância vital na restauração das energias, no bom funcionamento de nossas defesas e até mesmo no crescimento, dependendo da idade. Contudo, essas vitais horas de repouso podem ser drasticamente perturbadas por alterações orgânicas, como o ronco e a apnéia obstrutiva do sono.

O ronco não costuma perturbar o sono de quem possui o hábito, mas sim das pessoas que deveriam dormir nas proximidades. Sua causa, na grande maioria das vezes, é a vibração dos tecidos posteriores da garganta, causando o conhecido ruído que, muitas vezes, é sinal de martírio para quem está por perto. Já a apnéia obstrutiva perturba, principalmente, o sono de quem apresenta o quadro clínico. É causada pelo fechamento da passagem de ar na
garganta e resulta na paralisação temporária da respiração (essas interrupções podem durar vários segundos).

Frequentemente, a pessoa não percebe que desperta durante a noite para recuperar o ar, antes de voltar a dormir. Nos casos mais graves esse dorme-acorda pode se repetir até 300 vezes!
Além dos transtornos sociais e psicológicos (irritabilidade, dificuldade de concentração, sonolência diurna), o ronco e a síndrome da apnéia obstrutiva do sono podem trazer conseqüências físicas para seus portadores. O paciente apnéico tem em torno de três vezes mais chance de sofrer de hipertensão, arritmias cardíacas, enfarto, derrame. Além disso, a sonolência diurna excessiva causada pela má qualidade do sono desses pacientes é responsável por um
aumento em torno de sete vezes nas chances de acidentes de trânsito e no trabalho.


Em estudos populacionais, estima-se que 19% das mulheres e 30% dos homens ronquem intensamente. Estima-se que apnéia do sono, por sua vez, ocorra em 2 a 4% da população geral, sendo mais comum nos homens de meia idade e nas mulheres após a menopausa.

Os obesos são mais propensos a sofrer do problema, bem como a respiração bucal e o uso de álcool e cigarro agrava de modo significativo as apnéias.

A presença do ronco durante o sono pode ser um sinal de apnéia, porém nem todos os roncadores são apneicos; e a única maneira de diagnosticar corretamente é através de uma avaliação polissonográfica (Exame em que o paciente dorme uma noite em um laboratório de sono e é então avaliado em tudo o que acontece com
ele durante a noite).

Os tratamentos tradicionais para ronco e apnéia são:

Os aparelhos de pressão positiva (CPAP), tem sua indicação principal nos casos de apnéias moderadas ou graves.

Outro tratamento existente é o cirúrgico, a uvulopalatofaringoplastia (remoção de parte da úlvula e do palato mole) e a cirurgia de avanço uni ou bi-maxilar. Porém uma nova possibilidade de tratamento vem se abrindo na Odontologia, problemas como o ronco e apnéia obstrutiva do sono podem ser tratados com aparelhos intraorais, instalados por dentistas com conhecimento e treinamento em odontologia do sono.

É o aparelho intra-oral PLG, que tem sido utilizado e estudado desde 1999, e desde então tem sido aprimorado através de evidências clínicas e científicas, baseadas nas mais recentes pesquisas e publicações da área.

De fácil adaptação, são indicados nos casos de ronco primário (sem apnéia) e nas apnéias obstrutivas leves e moderadas. Tem sido a alternativa mais conservadora no tratamento do ronco e da apnéia do sono.

O aparelhos intra-oral PLG consiste em placas adaptadas aos dentes, fazendo com que a mandíbula fique posicionada mais a frente, aumentando o espaço para entrada do ar, além disso evita que o paciente fique com a boca aberta e solta, evitando assim, o ronco e a apnéia do sono.

Para iniciar o uso do aparelho em primeiro lugar é preciso fazer uma avaliação, onde o dentista especializado e o médico otorrinolaringologista verificam as condições para a colocação do aparelho, é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exames médicos complementares, também é avaliada a condição dentária verificando possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho.

Segundo resultados apresentados no Congresso da Sociedade Brasileira de Sono (novembro 2007), os pacientes tratados pelo sistema PLG tem obtido uma redução média no índice de Apnéia (IAH) em estudo com polissonografia, de 74% e uma redução no ronco de 80% em média.

Se o seu problema é o ronco ou a apnéia obstrutiva, conheça aparelho PLG, ele pode fazer muito por você: garantir saudáveis horas de sono

Fonte: www.clinicacorpus.med.br

TRATAMENTO DE APNÉIA DO SONO ATRAVÉS DO SISTEMA PLG

O Sistema PLG de tratamento não é apenas um aparelho para ser usado nos casos de ronco e apnéia do sono, é composto além do aparelho, de um método de tratamento baseado em experiência clinica de mais de 10 anos e evidências científicas baseadas nas mais recentes pesquisas e publicações na área, que compreendem um cuidado geral com a individualidade de cada paciente, tendo uma forma individualizada de avanço mandibular, cuidados com casos específicos como nos portadores de alterações da articulação têmporo-mandibular (ATM) e outros problemas como assimetrias de forma ou movimento da mandíbula.

O tratamento com o Sistema PLG baseia-se num diagnóstico adequado, alicerçado na multidisciplinaridade, seguindo os preceitos e protocolos desenvolvidos pelas principais entidades internacionais (American Academy of Sleep Medicine, American Sleep Disorders Association, Academy of Dental Sleep Medicine, Sociedade Brasileira de Sono).

O aparelho PLG, desenvolvido pelo Dr. Luiz Roberto Godolfim, tem sido utilizado com sucesso desde 1999, e desde então o Sistema PLG tem sido aprimorado de modo a obter os melhores resultados com o menor desconforto para os pacientes. O aparelho PLG é um aparelho que trabalha pelo avanço mandibular para impedir o colapso dos tecidos da garganta. Ele preserva a parte interior da boca, não tendo nenhuma peça ou parte que possa interferir com a posição da língua (A língua quando recebe algum contato na ponta ou nos bordos se posiciona reflexamente para trás, invadindo o espaço aéreo), também possui um sistema na lateral composto de um arco e um tubo telescópico (usados há muitos anos nos aparelhos ortopédicos funcionais) que permitem que o paciente tenha alguma liberdade de movimento com a boca, aumentando o conforto e o relaxamento muscular, bem como permitindo que o aparelho possa ser regulado gradativamente de forma a se obter a melhor posição mandibular possível.

No sistema PLG têm-se a preocupação em planejar o avanço mandibular de acordo com a necessidade e com as características individuais dos pacientes, através da análise detalhada (clínica e radiografica) das características individuais dos pacientes (forma da face, assimetrias, quantidade, amplitude e simetria dos movimentos mandibulares) e suas limitações, como nos casos de problemas com a Articulação Têmporo-Mandibular (ATM). Para isso, além de uma cuidadosa determinação do avanço mandibular possível em cada paciente, utiliza-se um instrumento desenvolvido (George Gauge – Great Lakes Orthodontics) para o registro preciso da posição mandibular, de modo que o aparelho possa ser construído da forma determinada pelo profissional.

Segundo resultados apresentados no Congresso da Sociedade Brasileira de Sono (novembro 2007), os pacientes tratados pelo sistema PLG tem obtido uma redução média no índice de Apnéia (IAH) em estudo com polissonografia, de 74%, sendo que 54% dos pacientes tiveram redução total da apnéia do sono (IAH<5) e uma redução no ronco de 80% em média.

Fonte: www.dentistadosono.com.br

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Problemas respiratórios durante o sono na gravidez

Ronco, síndrome de resistência das vias aéreas superiores, síndrome da apnéia do sono e síndrome de hipoventilação por obesidade são definidos como distúrbios respiratórios do sono. Muitas mudanças ocorrem no sistema respiratório e fisiologia do sono durante a gravidez devido a causas físicas e hormonais. Capacidade residual funcional, o tempo total de sono, sono REM (Rapid Eye Movement) e estágios 3-4 sono não-REM são reduzidos durante o terceiro trimestre da gravidez. O ronco é mais prevalente em mulheres grávidas do que em mulheres não grávidas. Ronco durante a gravidez podem estar associados a hipertensão induzida pela gravidez, pré-eclâmpsia, retardo do crescimento intra-uterino e Apgar baixo no bebê. A prevalência da síndrome da apnéia do sono durante a gravidez é desconhecida. Todas as mulheres grávidas, sobretudo obesas e aquelas em pré-eclâmpsia foram questionadas quanto à possibilidade de distúrbios respiratórios do sono. Neste artigo, resumimos em primeiro lugar alterações fisiológicas normais do sistema respiratório e do sono durante a gravidez, intercorrências maternas e fetais segundo distúrbios respiratórios do sono e, finalmente, o tratamento de distúrbios respiratórios do sono na gravidez.

Fonte:www.congressosmedicos.com.br

Sobre a Odontologia do Sono

Sobre a Odontologia do Sono

Próteses ou aparelhos nos dentes feitos especificamente para o paciente com distúrbios do sono, são métodos altamente eficazes para eliminar o problema. "Primeiramente, peço um estudo detalhado que pode ser feito em Clínicas de Exame do Sono, cujo responsável é um médico do sono. Com esse diagnóstico, temos condições de saber os níveis de ronco e se existem outros distúrbios do sono presentes, como a própria apneia ou o bruxismo.", explica Dr. Rollo Duarte.

O aparelho oral é confeccionado de acordo com o tipo de arcada dental de cada indivíduo. Existem vários tipos de aparelhos, escolhidos após uma avaliação das condições orais e faciais que incluem um exame odontológico completo da boca, dos dentes e gengivas, dos músculos da face e da mastigação e articulação da mandíbula - a ATM.

"Com o aparelho, o ar vai passar por uma garganta ou via aérea mais aberta, livre da resistência provocada pelo relaxamento dos músculos aumentados nos indivíduos com ronco e apneia do sono", finaliza o especialista .

Fonte: FOLHA DE LONDRINA – PR

Apnéia: quando o ronco é sinal de doença

Apnéia: quando o ronco é sinal de doença

Se alguém da sua família ou amigo já denunciou ser você um roncador daqueles, vale a pena parar alguns minutinhos para ler esta reportagem. É que o ronco às vezes é "apenas" um barulho incômodo para quem dorme ao seu lado, mas também pode ser um importante diagnóstico para a Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono (Saos). O nome pode até ser complicado, mas identificar a doença não, porque ela é de fácil percepção. Quando o ronco vem acompanhado de paradas respiratórias durante o sono, sonolência diurna excessiva e até problemas como pressão alta e batimento cardíaco irregular, é hora de procurar um médico.
Apnéia significa pausa respiratória. "O que chamamos de apnéia do sono é a ocorrência de no mínimo cinco paradas respiratórias por hora de sono, acompanhadas de sintomatologias como ronco e sonolência excessiva durante o dia", explica o pneumologista Pedro Felipe de Bruin, membro da Sociedade Brasileira de Sono.

Na verdade existem dois tipos de apnéia do sono, a causada por uma rara disfunção do sistema nervoso central - a Apnéia Central -, e aquela mais comum em todo o mundo - a Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono - causada principalmente pela obesidade (a gordura fecha o canal da faringe), mas também por problemas anatômicos específicos, como hipertrofia de amígdala e/ou adenóides (tamanho exagerado da amígdala e/ou adenóides - especície de amígdala faríngea, atrás do nariz). A Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono atinge em sua maior parte homens, sobretudo obesos, e mulheres após a menopausa, porém também pode ser de origem hereditária, atingindo inclusive crianças.

O médico Pedro de Bruin explica que com a obstrução da faringe (vias aéreas superiores), o esforço respiratório é iniciado, mas o ar não chega a atingir os pulmões. O ronco é a tradução sonora indicando que há uma diminuição ou estreitamento da via aérea durante a passagem do ar. Se esse estreitamento torna-se severo, então ocorre o fechamento ou colapso da faringe, resultando na apnéia. Dormindo, o apnéico não percebe, mas pára de respirar. Essas interrupções na respiração são breves (duram pelo menos 10 segundos), mas repetidas (cerca de cinco episódios por hora de sono).

Segundo o médico, não há estudos concretos que mostrem quantos brasileiros têm a patologia. "Certamente muitas pessoas sofrem com apnéia do sono, sem saber que é uma doença", comenta. Para a Sociedade Brasileira do Sono, de 2% a 4% das mulheres adultas e de 4% a 9% dos homens adultos são apnéicos, principalmente em maiores de 35 anos. Mais de 4% da população mundial seria apnéico, aumentando para 25% o índice entre idosos.

A apnéia do sono é uma doença crônica e está classificada entre as que mais matam no mundo, por causa do aumento do risco de acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto; o aumento do risco de acidentes de trânsito, em razão da sonolência excessiva provocada pelas noites maldormidas; e as paradas respiratórias e até cardíacas durante o sono. O problema é que poucas pessoas conhecem a doença, e até entre a classe médica o tema é pouco difundido.

A explicação pode estar no fato de que a síndrome só passou a ser descrita nas revistas médicas especializadas a partir da década de 80. Com os poucos anos de estudos aprofundados sobre a doença, ainda há muito a se desenvolver na área: as estatísticas são genéricas, o tratamento clínico é caro, não existe especialidade médica em sono, ainda não há medicamento de comprovada eficácia, os serviços públicos não oferecem ambulatórios específicos, nem o aparelho mais indicado para o tratamento da doença é distribuído de forma gratuita - assuntos a serem tratados com mais detalhes.


Fonte: www.saude.terra.com.br

Postagens populares