Ronco e apneia obstrutiva do sono
A natureza projetou o ser humano para respirar pelo nariz. A respiração bucal é errônea em qualquer fase da vida. Apenas uma fração muito pequena de ar pode ser inalada pela boca. O nariz não existe à toa, foi projetado para filtrar, esquentar e umedecer o ar para que passe pela faringe, traqueia, brônquios e chegue aos pulmões numa temperatura adequada.
ONDE SE FORMA O RONCO?
O ronco se forma bem atrás da base da língua. No entanto, em pessoas com problemas nasais importantes como nariz semi-obstruído o ronco mais alto pode ocorrer nessas áreas. Amídalas hipertrofiadas atrapalham a respiração. Crianças com amídalas grandes não só roncam como muitas delas acabam apresentando episódios de Apneia e dificuldade de oxigenação do sangue. No adulto, considera-se Apneia uma parada respiratória com mais de 10 segundos. Como a criança tem um volume pulmonar menor, depois de 2 ou 3 segundos de parada respiratória o sangue já se empobrece de oxigênio. Em apneia oxigenamos menos o sangue e isso tem sérias consequências em longo prazo, portanto o ronco pode ser um sinal de alerta importante e necessitar tratamento, em adultos e crianças.
RELAÇÕES DA APNEIA DO SONO E TRANSTORNOS SISTÊMICOS
Hipertensão arterial – Sabe-se que há uma relação entre Hipertensão Arterial Sistêmica e Apneia do Sono. Recentemente descobriu-se que pessoas com hipertensão resistente têm risco quase cinco vezes maior de terem Apneia do Sono. A Hipertensão Resistente é aquela que não cede mesmo com medicamentos.
Doenças Cardiovasculares - roncar aumenta o risco de doença cardiovascular e os custos com saúde. Quem ronca forte (37% dos homens e 21% das mulheres) tem risco 40% maior de sofrer de hipertensão arterial sistêmica, risco 34% maior de ter um ataque cardíaco e risco 67% maior de ter um derrame cerebral.
Obesidade – A obesidade é outro fator a se considerar, pois ela pode ser causa e consequência da Apneia do Sono. Na obesidade os tecidos da orofaringe podem sofrer infiltração gordurosa que aumenta a obstrução da faringe. O excesso de peso colabora para o ronco. Por sua vez, o estresse oxidativo (produção de radicais livres numa quantidade que o sistema anti-oxidativo do organismo não consegue eliminar), causado pela Apneia do Sono, leva a um aumento do risco de Síndrome Metabólica (obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial ) e envelhecimento precoce. Torna-se um círculo vicioso: a obesidade sustenta a apneia e a apneia aumenta o risco de obesidade e suas consequências.
Além desses, Refluxo Gastro-Esofágico que ocorre mais facilmente à noite, tabagismo e ingestão de álcool podem irritar a faringe, provocar inchaço e consequentemente aumentar a incidência de ronco.
Noctúria (levantar várias vezes à noite para urinar), Distúrios Sexuais (impotência e frigidez) podem acontecer dentro do quadro de Apneia e Ronco.
Prevenir é a palavra de ordem da medicina atual e é nesse conceito que se enquadra o nosso tratamento.
Nosso tratamento utiliza de vários recursos associados entre si.
1. APARELHOS INTRA-ORAIS PLG
Estes aparelhos são utilizados para reposicionar a mandíbula e desobstruir a região das vias aéreas permitindo que o ar circule livremente sem barulho (ronco) e sem Apneia (falta de ar).
Este aparelho é bastante delicado, ocupa pouco espaço dentro da boca, permite um melhor reposicionamento da língua e não impede os movimentos laterais da mandíbula como acontece em outras técnicas. O conforto é bem maior permitindo que o paciente se adapte ao seu uso com mais facilidade, diminuindo a possibilidade de náuseas naqueles com sensibilidade lingual excessiva. Com a ausência do ronco (barulho) a vida social, familiar e íntima melhora muito e o paciente ganha qualidade de vida (respirar é vital!).
Importante salientar que é um tratamento conservador, não agressivo e reversível – não muda posição de dentes e nem requer procedimentos cirúrgicos.
Ele é indicado para o tratamento do ronco e apneia obstrutiva do sono (Apneias leves e moderadas), não atendendo a pacientes diagnosticados com nível muito alto de Apneia, de origem nervosa central. Nestes casos o CEPAP (Pressão contínua em vias aéreas) é uma indicação de tratamento.
Fonte: www.saudecompleta.odo.br
Esse espaço foi criado com o objetivo de orientar pacientes que necessitam de informações sobre o tratamento do ronco e apnéia do sono com aparelhos orais.
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